Reutilização de folhetos

Os três ‘R’: Aplique-os com os panfletos, folhetos e flyers que receber

Vivemos em tempos que se faz extremamente essencial o cuidar do ambiente que vivemos, já que são várias as formas de aniquilação deste por parte dos homens com suas indústrias, nossas guerras, ambições... O que podemos fazer para amenizar tais agressões - e que está verdadeiramente ao nosso alcance - mora no cotidiano; reciclando, reduzindo, reutilizando; por exemplo.

Talvez a melhor forma de ilustrar tal questão é falando sobre os folhetos que caem em nossas mãos frequentemente e simplesmente os descartamos, engrossando o contingente de produtos potencialmente recicláveis e reutilizáveis que vão para o lixo. Para a produção de uma tonelada de papel, são necessárias cerca de vinte árvores adultas e saudáveis, e mesmo que estas sejam geradas por reflorestamento, a utilização do solo fica prejudicada, já que é preciso uma grande área de plantio e a absorção de uma imensa quantidade de nutrientes e sais minerais, tornando o solo infértil por determinado período; bem como aproximadamente cem mil litros de água, a qual já possui até previsão para escassez.

Portanto, nota-se o quão importante é reutilizar os folhetos e outros papéis que até nós chegam – esta prática diminui muito a quantidade de resíduos descartados. Para tanto, existem algumas formas fáceis e mais comuns de se iniciar este hábito com as mais várias folhas que acumulamos, tais como:

Papel machê

Este é um método muito maior do que simplesmente para fazer bugigangas sem utilidade. Usando-o, é possível confeccionar tigelas, máscaras, esculturas, e vasos decorativos com este meio. Para fazê-lo é muito simples: rasgue os papéis mais finos em tirinhas, misture uma parte de farinha ou cola branca com duas partes de água para fazer a pasta. Imerja as tiras na pasta e molde-as de acordo com o que será produzido. Cubra então a forma com duas ou três camadas daquelas tiras, deixe-a endurecer e decore como julgar interessante, seja usando papel de seda colorido ou mesmo tinta. Para as formas, tanto papelão como redes são úteis na hora de auxiliar a dar forma para o seu trabalho. Itens feitos com papel machê não são resistentes à água, portanto, saiba bem no que será usado, ou então, certifique-se de que usou métodos suficientemente eficazes para torna-los impermeáveis.

Origami

Ainda sobre formas artísticas de reutilização, é possível fazer a arte do origami – aquela mesmo, de dobrar os papéis de muitas formas, em muitos cantos de formas muito variadas. A opção de decorar seu ambiente de forma saudável fazendo tais dobraduras é extremamente interessante, fácil e barata, pois na internet você encontra manuais dos mais simples origamis até as mais complexas formas de dobrar os folhetos - e sem estragar o material que já ia para o lixo, é muito bonito e sustentável.

Bloco de Notas

Os folhetos que pegamos trazem as duas faces ocupadas ou mesmo ter seu verso em branco; logo, aqueles que assim forem, podem ser utilizados como parte de um bloco de notas. Uma opção para sua montagem é cortar as folhas em menores quadrados ou retângulos, agrupá-las e prendê-las da maneira que for mais prática.

Trabalhos escolares

Frequentemente, principalmente os pequenos, têm trabalhos escolares de ordem artística e manual – precisam cortar imagens, montar coisas, agrupar palavras encontradas em anúncios, jornais e revistas, etc. – então, por que não reservar todos os flyers, panfletos e folhetos que recebemos ao longo da semana para que as crianças usem? Entre jogá-los fora e arrumar um lugar para que, quando necessário, sejam recortados, colados, dobrados, amassados; melhor que sejam reaproveitados!

Compostagem

É a forma de estimular a decomposição de materiais orgânicos por organismos aeróbios e heterótrofos, com a finalidade de obter, da forma mais rápida possível, um material estável, rico em substâncias húmicas e nutrientes minerais. Ou seja, fertilizante orgânico para agricultura e plantios. A boa notícia é que os folhetos também podem ser reaproveitados neste processo. Há algumas técnicas diferentes para gerar o composto, umas mais fáceis, outras um tanto específicas, portanto, pesquise e faça de acordo com as possibilidades e ferramentas que possui.

Papel caseiro

Desde que os pedaços de papel não sejam do tipo brilhante, todos funcionam bem para produzir seu papel caseiro. Este então poderá ser usado para artesanatos, criação de cartões ou até mesmo os blocos de notas mais complexos e menos imediatos. Para fazê-lo, primeiro é preciso criar uma pasta: Rasgue todos os que serão reaproveitados em pequenos pedacinhos e jogue-os numa bacia. Ao adicionar água quente até sobressair dois dedos dos papéis, deixe essa mistura descansar de um dia para o outro, até que esta massa seja formada para, em seguida, batê-la no liquidificador. Se tudo der certo até então, terá uma textura próxima de um mingau. Grampeie um pedaço de tela num emoldurado de madeira e, ao mergulhar sua tela na massa, levante-o, permitindo que o excesso de água escorra. De cabeça para baixo agora, deixe que uma toalha absorva toda a água na parte de trás do papel até que as folhas fiquem na toalha. Por fim, tire-o da tela e deixe que seque completamente para poder usá-lo.

No fim das contas, a qualidade do seu folheto associada a sua boa vontade, apesar de todas as adversidades no trato com a natureza, fará com que você se sinta não só parte de uma causa muito nobre, mas também de uma conscientização pela qual o planeta não pode esperar muito mais.